31 de mai. de 2011

QUESTÃO DE COMIDA

Você procura saber,
Meu caro Afrânio Caçula,
O que sucede no Além
Com quem se estraga na gula.

Parece problema simples
A questão que você traz
E nela há muita questão
De vida, saúde e paz.




Você sabe, caro irmão,
Viver de fome é impossível.
Tudo o que anda e trabalha
Precisa de combustível.

Note a lição do automóvel:
O carro, seja qual for,
Se move é com gasolina
Dosada para o motor.

A roseira por mais linda
Acaba mofina e tonta,
Quando sente na raiz
Adubo acima da conta.

Assim também a pessoa
Por mais robusta e mais forte,
Se come quanto não deve
Procura doença e morte.

A gula sempre estrangula
A paz de qualquer irmão,
Conversando, além de tudo,
A sombra da obsessão.

Recorde: comia tanto
O nosso Quinquim Peixoto
Que acordou no próprio enterro,
Buscando restos de esgoto.

Tanto abusava de peixe
O amigo Teotônio Pio,
Que vive depois de morto
Lançando rede no rio.

Andava de prato grande
Nhô Juca do Alagadiço,
Agora desencarnado
Tornou-se papa-chouriço.

Aquela morte esquisita
De Dona Rita da Estaca?
Foi gula... Morreu comendo
Veneno de jararaca.

Outra morte... a de Antonico
Na Fazenda Nazaré,
Foi pesada indigestão
Com carne de jacaré.

Morreu comendo bichinhos
Nhô Nico Boaventura,
Sem corpo vive caçando
Farofa de tanajura.

Nhô Silvino, de repente
Morreu no Sítio da Sobra,
Comera de siriema
Que havia comido cobra.

Comia tanto, mas tanto
Juquinha Paraguassu,
Que hoje desencarnado
Só pensa em frango e tutu.

Nem gordura nem magreza
Turvam a vida no Além,
Cada qual anda na Terra
Conforme o corpo que tem...

Mas a comida em excesso
Por hábito inveterado
É tormento doloroso
Que dá problema e cuidado.

Viva muito e coma pouco
Na paz que nos endireite,
Nem na montanha do açúcar,
Nem na cisterna do azeite.

Há muita gente na Terra
De prato pesado e fundo
Que acampa no necrotério
E volta aos pratos do mundo.

Não se alarme no que digo,
Por estas linhas gerais,
Coma sempre o que precise
É só não comer demais.

Livro: Retratos da Vida
Chico Xavier/Cornelio Pires


137 O BANQUETE DOS PUBLICANOS

“E os fariseus, vendo isto, disseram aos seus discípulos: Por que come o vosso Mestre com os publicanos e pecadores?” — (MATEUS, capítulo 9, versículo 11.)


De maneira geral, a comunidade cristã, em seus diversos setores, ainda não percebeu toda a significação do banquete do Mestre, entre publicanos e pecadores.
Não só a última ceia com os discípulos mais íntimos se revestiu de singular importância. Nessa reunião de Jerusalém, ocorrida na Páscoa, revela-nos Jesus o caráter sublime de suas relações com os amigos de apostolado. Trata-se de ágape íntimo e familiar, solenizando despedida afetuosa e divina lição ao mesmo tempo.
No entanto, é necessário recordar que o Mestre atendia a esse círculo em derradeiro lugar, porqüanto já se havia banqueteado carinhosamente com os publicanos e pecadores. Partilhava a ceia com os discípulos, num dia de alta vibração religiosa, mas comungara o júbilo daqueles que viviam a distância da fé, reunindo-os, generoso, e conferindo-lhes os mesmos bens nascidos de seu amor.
O banquete dos publicanos tem especial significado na história do Cristianismo. Demonstra que o Senhor abraça a todos os que desejem a excelência de sua alimentação espiritual nos trabalhos de sua vinha, e que não só nas ocasiões de fé permanece presente entre os que o amam; em qualquer tempo e situação, está pronto a atender as almas que o buscam.
O banquete dos pecadores foi oferecido antes da ceia aos discípulos. E não nos esqueçamos de que a mesa divina prossegue em sublime serviço. Resta aos comensais o aproveitamento da concessão.

Revista Espírita ALLAN KARDEC NR 31

30 de mai. de 2011

MORTES PREMATURAS

Fonte: Jornal Alavanca

Que utilidade tem, para o espírito, uma reencarnação de apenas alguns dias?

Seis bebês, nascidos na maternidade do Centro de Atenção Integral à Mulher da Unicamp, despediram-se da vida antes mesmo de conhecerem os pais ou virem a luz do sol. Vitimados por uma bactéria letal, a enterobacter cloacai, os recém-nascidos deixaram o mundo sem mesmo terem tido um nome. Uma passagem rápida que provocou dor, tristeza e lágrimas e deixa ainda, como saldo, um inquérito administrativo que em breve terá apurado as responsabilidades.

Desoladas, aquelas mães retornaram ao lar sem uma vida nos braços,,"para ouvir o consolo da morte", dizia irmã Isolete, freira ligada à Pastoral da Periferia: "O consolador não sabe o que falar, o consolador não sabe o que responder. Ficam todos juntos, abraçados numa dor comum".

Em O Livro dos Espíritos, lemos na questão n° 346 a 347: Qual a utilidade das mortes prematuras?

Os Espíritos dizem que tais ocorrem, as mais das vezes, por imperfeições da matéria. Quanto à utilidade de existências tão curtas para o reencarnante, dizem: "O ser não tem então consciência plena da sua existência. Assim, a importância da morte é quase nenhuma. O que há nesses casos de morte prematura é uma provação para os pais".

No capítulo da Pluralidade das Existências, da obra citada, Kardec inquire os Espíritos superiores sobre a sorte das crianças depois da morte. "A curta duração da vida da criança pode representar, para o Espírito que a animava, o complemento de existência precedentemente interrompida antes do momento que devera terminar, e sua morte, também não raro, constitui provação ou expiação para os pais", respondem eles.

Sob o prisma da reencarnação, mais claros se tornam esses aparentes enigmas da vida. A Providência Divina nada faz de inútil. Naquelas vidas ceifadas em plena floração, em 15 de junho, na maternidade da Unicamp, a Justiça Divina agiu. Misericordiosa como é, poderá permitir que retornem na mesma família, em circunstâncias outras.

Nesse ponto, cabe ressaltar aqui outra pergunta em O Livro dos Espíritos, n° 199a. Que sucede ao Espírito de uma criança que morre pequenina? "Recomeça outra existência", eis a resposta.

Richard Simonetti, no livro QUEM TEM MEDO DA MORTE?, escreveu um capítulo sobre mortes prematuras, sob o título "Por que morrem as flores".

Diz ele: "Crianças portadoras de graves problemas congênitos, que culminam com a desencarnação, poderão, se oportuno, reencarnar na mesma família, passado algum tempo em melhores condições de saúde e com mais ampla disposição para enfrentar as provações da Terra".

Seja a prova para os pais ou para o reencarnante, em última análise, num e noutro caso opera-se a Justiça de Deus. Eis pois aí, na multiplicidade das existências, a luz revelando as Leis Maiores da Vida.

O DIABO

“Respondeu-lhe Jesus: Não vos escolhi a vós, os doze? e um de vós é diabo.” — (JOÃO, CAPÍTULO 6, VERSÍCULO 70.)

Quando a teologia se reporta ao diabo, o crente imagina, de imediato, o senhor absoluto do mal, dominando num inferno sem-fim.

Na concepção do aprendiz, a região amaldiçoa¬da localiza-se em esfera distante, no seio de tormentosas trevas...

Sim, as zonas purgatoriais são inúmeras e sombrias, terríveis e dolorosas, entretanto, consoante a afirmativa do próprio Jesus, o diabo partilhava os serviços apostólicos, permanecia junto dos aprendizes e um deles se constituíra em representação do pró¬prio gênio infernal. Basta isto para que nos informemos de que o termo “diabo” não indicava, no conceito do Mestre, um gigante de perversidade, poderoso e eterno, no espaço e no tempo. Designa o próprio homem, quando algemado às torpitudes do sentimento inferior.

Daí concluirmos que cada criatura humana apresenta certa percentagem de expressão diabólica na parte inferior da personalidade.

Satanás simbolizará então a força contrária ao bem.

Quando o homem o descobre, no vasto mundo de si mesmo, compreende o mal, dá-lhe combate, evita o inferno íntimo e desenvolve as qualidades divinas que o elevam à espiritualidade superior.

Grandes multidões mergulham em desesperas seculares, porque não conseguiram ainda identificar semelhante verdade.

E, comentando esta passagem de João, somos compelidos a ponderar: — “Se, entre os doze apóstolos, um havia que se convertera em diabo, não obstante a missão divina do círculo que se destinava à transformação do mundo, quantos existirão em cada grupo de homens comuns na Terra?”


EMMANUEL - Psicografado por Francisco Cândido Xavier.

29 de mai. de 2011

CRÊ E SEGUE

“Assim como tu me enviaste ao mundo, também eu os enviei ao mundo.” — Jesus. (JOÃO, CAPÍTULO 17, VERSÍCULO 18.)

Se abraçaste, meu amigo, a tarefa espiritista-cristã, em nome da fé sublimada, sedento de vida superior, recorda que o Mestre te enviou o coração renovado ao vasto campo do mundo para servi-lo.
Não só ensinarás o bom caminho. Agirás de acordo com os princípios elevados que apregoas.


Ditarás diretrizes nobres para os outros, contudo, marcharás dentro delas, por tua vez.
Proclamarás a necessidade de bom ânimo, mas seguindo, estrada a fora, semeando alegrias e bên¬çãos, ainda mesmo quando incompreendido de todos.
Não te contentarás em distribuir moedas e be¬nefícios imediatos. Darás sempre algo de ti mesmo ao que necessita.
Não somente perdoarás. Compreenderás o ofen¬sor, auxiliando-o a reerguer-se.
Não criticarás. Encontrarás recursos inesperados de ser útil.
Não deblaterarás. Valer-te-ás do tempo para ma¬terializar os bons pensamentos que te dirigem.
Não disputarás inutilmente. Encontrarás o ca¬minho do serviço aos semelhantes em qualquer parte.
Não viverás simplesmente no combate palavroso contra o mal. Reterás o bem, semeando-o com todos.
Não condenarás. Descobrirás a luz do amor para fazê-la brilhar em teu coração, até o sacrifício.
Ora e vigia.
Ama e espera.
Serve e renuncia.
Se não te dispões a aproveitar a lição do Mestre Divino, afeiçoando a própria vida aos seus ensina¬mentos, a tua fé terá sido vã.

PARABÉNS ANA BEATRIZ! 2011

Parabéns ANA BEATRIZ. Está chegando o dia do seu aniversário. Quero aproveitar para desejar-lhe tudo que for de melhor. Que voce seja muitíssimo feliz, porque merece. Que as bênçãos do Altíssimo sejam uma constante em sua vida.

CRIANÇAS ABANDONADAS


Uma poesia escrita e gravada em 1976 por Barrinha, sertanejo que formava a dupla BARRINHA e BRAZAOZINHO. Pode ser baixada pela Internet e seu tema "Pai - Crianças Abandonadas", muito interessante e atual.


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Os blogs visitados foram:





9 de mai. de 2011

MAIS DE 700 LIVROS PARA BAIXAR

Mais de 700 livros para baixar, disponíveis na Internet. Para acessar o site, clique aqui.

A imagem é de um livro muito importante para quem pretende entender os problemas da conduta humana (SINAL VERDE - pelo Espírito André Luiz, psicografado por Francisco Cândido Xavier).

5 de mai. de 2011

FELIZ DIA DAS MÃES RUTINHA!

Feliz DIA DAS MÃES RUTINHA.